Nosso diretor de Assuntos Institucionais, David, esteve nos representando em um debate na Fecomercio, a respeito do mercado de vinhos no Brasil. Segue abaixo um breve relato feito por ele e, no final, acrescentei números de pesquisa apresentada ano passado para produtores estrangeiros, interessados em entrar no Brasil. Boa leitura e reflexão.

FECOMERCIO 2011 – 26 DE ABRIL – ABERTURA AS 9H

Antonio Carlos Borges – Diretor Executivo – FECOMERCIO
Didú Russo – “O Tamanho, O potencial, as perspectivas e os obstáculos do mercado Brasileiro de Vinho

115 milhões de garrafas de vinho fino, sendo 80% até R$18,00
73% importados
27% nacionais
Deste numero 85% tinto e 15% branco

O crescimento maior é o espumante, em torno de 30% a.a. sendo:

São Paulo – 50%
Rio/Centro Oeste – 19%
Sul/Sudeste – 20%
Norte/Nordeste – 11%

Carga tributaria:

Argentina/Chile e Uruguai em torno de 20%
Brasil – 50%

Importados podem chegar a 83% de tributos.

Existem hoje em torno de 2.000 estudos científicos em cima do vinho, onde todos mostraram o quanto é benéfico a saúde, em quantidades moderadas. (até 2 taças por dia de 180 ml cada.) valore estes que variam de individuo de acordo com o tamanho,peso,etc. E o Governo não aceita.

Nossa cachaça tem uma carga tributaria de 18% na saída do ICMS e o vinho de 25%.

E indústria cervejeira gasta 3,6 bilhões por ano em propaganda, sendo que o faturamento no setor de vinhos, fatura por ano 2,6 bilhões , como competir?????

Hoje o produtor ganha na venda 1 garrafa o importador 2 o governo 3 e alguns restaurantes 5, como vender o vinho?

Temos que fugir da Aristocracia, nosso mercado de vinho percapta ano, esta em torno de: 0,4 lit. por habitante

A palestra do Sr. Didú Russo termina com uma foto com o nariz de palhaço.

Srs. a seguir foram os temas:

:: A visão dos grandes produtores e dos grandes importadores

:: A visão dos pequenos produtores e dos pequenos importadores

Só se falou em selo do vinho, o quanto é um absurdo, e que passa a valer à partir de janeiro de 2012, onde se decorreu algumas ofensas, bate-bocas e nada de produtivo, onde o Sr. Carlos Paviani da Ibravin e o Sr. Wagner Ribeiro (Salton) se mostraram o tempo todo a favor. Todos os pequenos e grandes importadores e o pequeno produtor, Sr. Luis Henrique Zanini (Valontano) se mostraram totalmente contra e a dificuldade que este selo trará a todos.

Para encerrar, o mediador do debate Adalberto Piotto ( que conduziu de maneira fantástica) afirmou de como foi importante esta iniciativa pioneira, de se discutir o vinho no Brasil. Veja outros números:

Espumante – consumo total:

2002 = 704 mil cxs
2009= 1.319 mil cxs

Nacional – consumo total:

2002 = 474 mil cxs
2009 = 971 mil cxs = 73% do mercado

Auge do espumante importado em 2006 = 500 mil cxs – em 2009 = 347 mil cxs e vem caindo.

Importados 2009:

Italia = 153 mil cxs

Argentina = 101 mil cxs

França = 46 mil cxs

Espanha = 34 mil cxs

*Cavas – no mundo tem um bom crescimento ano após ano, no Brasil só diminui.

**Prosecco

1998=12%

2002= 63%

2006=34%

2009= 32% do espumante importado tendencia de queda. Pico já passou. Produto posicionado hoje em patamar de preço maior.

VINHOS

Vinhos de mesa = 9.073 mil cxs

Garrafão, caminhão tanque, etc = 25.000 cxs

Finos

1999 = 3.585 cxs
2004 = 1.972 cxs
2009 = 1.825 cxs

Share nacional: 1999 = 58% 2005 = 36% 2009 = 23%

Importados:

1993 = 1.276 mil cxs – Europeus com 84%
2009 = 6.000 mil cxs – ” com 31%

Chile = 40% – está subindo todo ano
Argentina = 25% – se mantem, com ligeira queda
Itália = 14% – em queda
Portugal = 11% – se mantem
França = 4% – em ligeira queda
Espanha = 1,9% – se mantem
África do Sul = 1,7%
Uruguai – 1,5% – o número real é menor (problemas Marcus James, Country Wine etc que são engarrafados lá e enviados para cá como importados)

Classificação:

Popular = até U$18
Standart = de U$ 19 a U$34
Premium = U$35 a U$50
Super premium= acima de U$50.

Itália – das 850 mil cxs Lambrusco representa 550 mil cxs = 65% – Vinho popular em queda ? Super premium em alta = 2004/49,8 mil cxs 2007/ 93,1 mil cxs 2009/ 127,2 mil cxs.

Argentina – popular em queda – hoje = 45% Standart cresceu para 34% (2004/ 150 mil cxs 2009/ 525 mil cxs) Super premium – cresceu de 2004/52 mil cxs para 2009/ 311 mil cxs.

Chile – 2000/ 500 mil cxs 2009/ 2.407.000 mil cxs
Popular com ligeira queda em razão da criação da linha “Reservado”
Standart cresce – 2004/ 125 mil cxs 2009/ 595 mil
Premium e super tambem em crescimento.

Potugal – vinhos populares cairam muito / outras linhas crescimento contínuo.

França – só os Premium cresceram acima de 50% / outras linhas caindo.

Importadores – eram 213 em 2004 e agora são 311, sendo que apenas 15 representam 60% do volume e 62% do valor importado.

Venda maior de vinhos populares e parte dos standarts = grandes varejistas.
Venda de premium e super = telefone / mala direta.

Standart – 2004 = 623.000 cxs 2009 = 1.643.000 cxs
Super Premium – 2004 = 360.000 cxs 2009 = 1.400.000 cxs

Volume de vinho consumido não cresceu entre 2007 e 2009 = 6.000.000 cxs.
O consumo de premium e super premium aumentou em razão do maior conhecimento dos consumidores que continuam a ser os mesmos de antes.
Consumo do vinho passou por etapas: garrafa azul, valpolicella bola, mateus rosé e calamares e lambrusco. Não houve mais nenhum fator para o aumento da base de consumidores.

Jovem sem aprendizado no universo do vinho – atende aos apelos de outros destilados e cervejas importadas.

No longo prazo, sem nenhuma ação nova, tende a diminuir o número de consumidores.

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